Estava pensando em escrever algo bonito, de bom tom e que meche-se no coração.
Mas o que fazer quando a inspiração não vem? Talvez nesses momentos seja melhor apenas sentir. Sentir a vida, sentir o amor que nos entrelaça. As vezes não se sabe dizer exatamente quem se é, como é e aonde se quer chegar.
Mas quando eu me perco acabo me encontrando onde menos espero. A vida é cheia de surpresas, recomeços, erros e aprendizados. Na verdade um verdadeiro aprendizado. (Agora liguei a música, ou melhor, coloquei para tocar novamente). Nesse momento com trilha sonora, a narração começa a ficar mais confusa e o sentimento mais claro. Sabe aqueles momentos que você já comeu tanto chocolate para acabar com a ansiedade e na verdade foi ela que acabou tomando conta de você? então, foi isso que aconteceu.
Nada como um texto fora dos paradigmas para mostrar que a vida é realmente como um texto, não precisa necessariamente seguir um roteiro. Querendo ou não seguimos caminhos, fazemos escolhas. Sempre existirão "n" caminhos. Os largos e os estreitos. Sempre gostei dos mais estreitos, mais assustadores, mais desconhecidos, mas maiiiisss muito mais recompensadores. Acho que esse é um grande problema da geração fast-foot, querem tudo muito rápido, fácil, querem muito mas sentem muito pouco.
Realmente não é fácil, quando a coisa aperta. O natural do humano é escapulir, vazar, escapar... Ai é só o Divino, é só coração, senão a coisa não vai pra frente.
Afinal, quem sou eu ai lançando idéias e palavras mirabolantes? Como diria Clarice Linspector, já cai achando que não iria me levantar e não menos vezes me levantei achando que jamais tornaria a cair, no entanto a vida é assim, não é fácil, nada vem sem sacrifício, sem luta. Você vai lutar, lutar, dar o melhor de sí para talvez ganhar e se essa vitória for sem amor, não terá o mínimo valor.
"Por ora existem a esperança, a fé e o amor, dentre estes três o amor é o maior". Esses dias conheci o poço em seu fundo, mas bemmm no fundo mesmo. Ai eu senti o amor, o verdadeiro amor. O verdadeiro amor não olha qual carro você tem, qual a marca de tênis que você usa, se mora em um palácio ou em uma favela. O verdadeiro amor não tem razão, não tem explicação ele apenas existe por que você existe. Amar de verdade é quando a outra pessoa faz tudo errado e mesmo assim você consegue ver por detrás dos seus olhos a imagem de um irmão e compreendê-lo. É quando a pessoa menos merece você a recebe de braços abertos, pois sabe que este é o momento que ela mais precisa.
Quando você achar que seu caminho não tem mais volta, que chegou ao fundo do poço, é o momento de parar de achar, de pensar, é o momento de começar a sentir... Sentir que exite um Deus que te ama incondicionalmente e não quer saber o que você fez o deixou de fazer, mas sim o que você ainda pode fazer.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
O Sol
"Menino: - Oi pai, posso entrar?
Pai: - Olá garoto, entra, entra...
M: - O que o Sr. Está fazendo?
P: - Estudando um projeto para iluminar a cidade inteira.
M: - Nossa como o Sr. É poderoso.
P: - Eu poderoso? Não sou poderoso nada. O poder mesmo é da luz. Eu só faço com que ela chegue até as pessoas. Vem cá, vou te falar uma coisa.
Você sabe quem é mesmo poderoso? É você!
M: - Eu não pai, eu não sou nada, eu não sei iluminar cidade nenhuma.
P: - Sei que você ainda não faz projeto assim como eu faço, mas você tem o poder de iluminar a minha vida. Quem tem mais poder do que iluminar a vida de alguém? Ahm?
M: - Pai de onde vem a luz?
P: - Pergunta difícil eim!
M: - A minha professora disse que todas as coisas vivas, só são vivas por causa da luz do Sol, é verdade?
P: - É verdade, a luz do Sol é a grande responsável pelo crescimento da vida.
M: - Nossa pai, então o Sol é Deus?
P: - Não o Sol não é Deus, é só instrumento de Deus, assim como o papai tem os instrumentos dele. O Sol é um instrumento muito importante para Deus. Porque é através dele que Deus é capaz de gerar vida. De fazer a vida viver.
Sabe aquele vídeo game que você me pediu de Natal? Sabia que ele tem uma ligação com o Sol?
M: - Por que pai, o Sol fabrica vídeo game?
P: - Não o Sol não fabrica vídeo game, é que no Natal antes de ser comemoração do aniversário de Jesus era comemoração do nascimento do Sol.
M- Como assim pai?
P- Meu filho, há muitos e muitos anos os romanos celebravam, nos últimos dias de dezembro uma festa, que era dedicada ao nascimento do Sol, era a comemoração do Solstício.
M: - Sol’ o que?
P: - Solstício.
M: - O que é isso pai?
P: - Solstício era o início do inverno no hemisfério Norte. Era uma festa pagã. Só que está festa pagã era repleta de significado. Comemorando o nascimento do Sol as pessoas acreditavam receber novo direito à vida. Como se o nascimento do Sol pudesse repercutir em sua vida. E muito, muito tempo depois, as comemorações em torno do Sol receberam um novo significado_ quando no abrigo do ventre humano a luz Eterna foi gerada e recebeu o nome de Jesus. Com isso o significado do passado recebeu uma nova leitura, como se o antigo se prestasse a preparar o futuro, mostrando-lhe novo sentido, aprofundando os motivos, entendeu?
M: - Mais ou menos
P: - Não se preocupe que você vai ter a vida inteira para entender o que eu lhe disse, tá bom?
Agora tem uma coisa que é muito importante, muito importante que quero falar para você.
- Nunca permita que a sua luz se apague.
M: - Por isso pai, que a gente precisa tomar sol todo dia, pra gente nunca apagar?
P: - Você ta certo, ta certo, nós ainda somos filhos do Sol e sempre seremos, nós necessitamos da luz que ele nos oferece. Agora me parece que a luz do seu esclarecimento está meio nublado.
M: - Eu estou nublado? Como assim? Então eu vou chover?
P: - Você está cheio de graça, heim meu filho. O Sol não esgota o verdadeiro significado da luz. A luz que empresta o verdadeiro sentido às nossas vidas é outra, é Jesus!
É Ele o novo Sol, a luz que tem o poder de devolver a alegria aos tristes, a esperança aos que estão desanimados, vida nova aos infelizes.
É Ele meu filho, “Jesus”.
É Ele o novo Sol, é Ele que tem a luz, com poder de devolver a alegria aos tristes, esperança aos necessitados, vida nova aos infelizes. É ele meu filho, é Jesus que alimenta o amor que tenho por você e dissipa as nuvens do meu egoísmo e me proporciona a luz que eu posso oferecer aos que de mim se aproximam.
É Ele o novo Sol. Porque, se o Sol gera vida, Jesus é a própria vida.
Ele é o Sol, de qual o Sol é uma simples metáfora.
Eu, você, todos nós somos filhos do Sol, mas sabe o que Jesus fez por nós? Ele que nos tornou filhos do Sol."
Pe. Fábio de Melo.
Uma boa reflexão, que levada a sério pode mudar vidas...
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
"Dou ferroadas e flutuo"
Aquele velho gosto da saudade, ainda me trás a esperança de que um dia eu posso ser melhor que ontem, porém pior do que amanhã.
Nada como uma semana daquelas para nos lembrar do quão humanos somos e o quanto não somos nada sozinhos. Por muito tempo acaba-se tocando a vida e as vezes é preciso algum susto para ver que as coisas não estão andando bem. É assim com a saúde, com o colégio, com a faculdade, com o trabalho e com os relacionamentos. Os sábios distinguem-se por conseguir evitar os sustos, pois conseguem aprender com a experiência dos outros. Mas como ainda não alcancei toda essa sabedoria me enquadro como ser errante.
Porém ser um ser errante não significa ter a infelicidade de não aprender com os erros. Ser errante significa ser humano mas ter a graça Divina de estar sempre melhorando, não se culpando, mas se arrependendo para deste momento em diante construir um novo futuro, ser impulsionado a fazer as coisas da maneira certa.
Essa semana foi complicada. Muitas coisas nos fazem ter vontade de largar tudo, pois sempre se leva a crer que quando algo já está ruim, ai largar a mão de vez pode ser a melhor saída, pois um pingo para quem já está molhado é besteira! Não é verdade? Não , não é não.
Quando se está no fundo do poço não se consegue enxergar nada a sua volta, pois a distância impede de ver a luz. Mas sempre tem alguém jogando uma corda de resgate, sempre. O mais importante é saber que independentemente do que já ocorreu, todos são dignos de se agarrar a essa corda, basta acreditar em si e ter coragem.
A vida pode ser comparada a uma luta de boxe, o importante não é quanto se pode bater, mas sim o quanto você consegue apanhar e continuar de pé, lutando. Quanto mais importantes as conquistas que almejamos, maiores serão os desafios, as dores e o sofrimento. Mas no final você sempre sairá mais forte. E por experiência, quando você achar que já chegou no seu limite você ainda pode ir muito mais além.
Quando os céus se mechem o outro lado também se movimenta, então o jeito é levantar a cabeça e saber que tudo são provações, mas que estamos lutando sempre acompanhados, e que a conquista vai chegar, pode acreditar que sim!
Nada como uma semana daquelas para nos lembrar do quão humanos somos e o quanto não somos nada sozinhos. Por muito tempo acaba-se tocando a vida e as vezes é preciso algum susto para ver que as coisas não estão andando bem. É assim com a saúde, com o colégio, com a faculdade, com o trabalho e com os relacionamentos. Os sábios distinguem-se por conseguir evitar os sustos, pois conseguem aprender com a experiência dos outros. Mas como ainda não alcancei toda essa sabedoria me enquadro como ser errante.
Porém ser um ser errante não significa ter a infelicidade de não aprender com os erros. Ser errante significa ser humano mas ter a graça Divina de estar sempre melhorando, não se culpando, mas se arrependendo para deste momento em diante construir um novo futuro, ser impulsionado a fazer as coisas da maneira certa.
Essa semana foi complicada. Muitas coisas nos fazem ter vontade de largar tudo, pois sempre se leva a crer que quando algo já está ruim, ai largar a mão de vez pode ser a melhor saída, pois um pingo para quem já está molhado é besteira! Não é verdade? Não , não é não.
Quando se está no fundo do poço não se consegue enxergar nada a sua volta, pois a distância impede de ver a luz. Mas sempre tem alguém jogando uma corda de resgate, sempre. O mais importante é saber que independentemente do que já ocorreu, todos são dignos de se agarrar a essa corda, basta acreditar em si e ter coragem.
A vida pode ser comparada a uma luta de boxe, o importante não é quanto se pode bater, mas sim o quanto você consegue apanhar e continuar de pé, lutando. Quanto mais importantes as conquistas que almejamos, maiores serão os desafios, as dores e o sofrimento. Mas no final você sempre sairá mais forte. E por experiência, quando você achar que já chegou no seu limite você ainda pode ir muito mais além.
Quando os céus se mechem o outro lado também se movimenta, então o jeito é levantar a cabeça e saber que tudo são provações, mas que estamos lutando sempre acompanhados, e que a conquista vai chegar, pode acreditar que sim!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Anfiteatro da vida...
Seja bem vindo(a) ao anfiteatro da vida.
Não poucas pessoas dizem ter medo de acidentes, de doenças, enfim da morte. Mas pensando muito, ouvindo muito a respeito creio que esse medo, seja o medo da vida. O medo de não vivê-la intensamente, de não descobrir a graça que há a cada novo dia. Na verdade o medo surge quando vemos que nossos sonhos correm o risco desesperador de são serem passíveis de realização.
Inúmeras vezes estamos embotados dentro de nossas rotinas, trabalhando mais, ganhando e gastando mais, errando mais, sendo mais irracional; amando menos, sonhando menos, que mal percebemos que estamos cada vez mais distante da nossa criança interior, que era espontânea, que amava sem nada esperar, que deixava a sinceridade espairecer, não estando preocupada em se mostrar superior aos outros, mas apenas conviver com alegria.
Nunca foram vistos tantos mendigos andando de carros importados, estudando em ótimos colégios, faculdades, trabalhando em multinacionais. Não estou falando da miséria exterior, mas da interior. Muitos estão vivendo em palácios, mas encontram-se nos becos da pobreza interior, não sendo capaz de descobrir a beleza do canto de um pássaro, no orvalho da manhã, no sorriso de uma criança. Cada vez mais busca-se o virtual para disfarçar a escassez do real, a falta de relacionamentos sólidos entre as pessoas, a quebra dos laços familiares. A família perdeu a a sua sacralidade.
Estamos perdendo nossa capacidade de sonhar, temos muitos desejos, como de comprar um tênis novo, uma bolsa, uma roupa de marca ou um celular novo. Mas os sonhos distinguem-se dos desejos, pois os sonhos são fundamentados em coisas concretas, em ideais, os sonhos não se dissipam no calor das dificuldades. Sonhos são combustíveis para a alma, eles nos impulsionam para irmos a lugares nunca antes imaginados, nos fazem dar valor e reconhecer que sempre temos que ter um direção na vida, pois queremos, queremos e queremos resultados mas muitas vezes esquecemos que a felicidade está em cada pequeno passo da jornada para este resultado. É preciso sonhar a cada dia, mesmo sabendo que haverão contínuos tropeços. A vida é assim, e uma vida sem sonhos é como uma manhã sem orvalho, seca e árida.
Em determinados momentos de nossas vidas pegamos alguns atalhos, alguns caminhos errados, que vão apagando a nossa luz, quem vão nos afastando dos nossos sonhos. E de repente nos damos conta que não está valendo a pena estarmos onde nós estamos, vivendo como estamos vivendo e sendo o que somos. Não existe uma insatisfação maior do que sermos o que nós não gostaríamos de ser, quando vemos que estamos deixando de ser aquilo que podíamos.
Não podemos deixar que nossa luz, a luz de nossa vida se apague diante de uma sociedade que vêm adoecendo coletivamente, perdendo sua capacidade de pensar, de expor suas idéias e de amar. Nós podemos errar, mas não nos tornar os nossos erros para assim mantermos acesa a nossa luz que é Deus. Desta forma não seremos meros espectadores da vida, mas sim assumiremos o nosso verdadeiro eu, e seremos protagonistas no maior e mais espetacular palco de todos, o anfiteatro da vida.
Não poucas pessoas dizem ter medo de acidentes, de doenças, enfim da morte. Mas pensando muito, ouvindo muito a respeito creio que esse medo, seja o medo da vida. O medo de não vivê-la intensamente, de não descobrir a graça que há a cada novo dia. Na verdade o medo surge quando vemos que nossos sonhos correm o risco desesperador de são serem passíveis de realização.
Inúmeras vezes estamos embotados dentro de nossas rotinas, trabalhando mais, ganhando e gastando mais, errando mais, sendo mais irracional; amando menos, sonhando menos, que mal percebemos que estamos cada vez mais distante da nossa criança interior, que era espontânea, que amava sem nada esperar, que deixava a sinceridade espairecer, não estando preocupada em se mostrar superior aos outros, mas apenas conviver com alegria.
Nunca foram vistos tantos mendigos andando de carros importados, estudando em ótimos colégios, faculdades, trabalhando em multinacionais. Não estou falando da miséria exterior, mas da interior. Muitos estão vivendo em palácios, mas encontram-se nos becos da pobreza interior, não sendo capaz de descobrir a beleza do canto de um pássaro, no orvalho da manhã, no sorriso de uma criança. Cada vez mais busca-se o virtual para disfarçar a escassez do real, a falta de relacionamentos sólidos entre as pessoas, a quebra dos laços familiares. A família perdeu a a sua sacralidade.
Estamos perdendo nossa capacidade de sonhar, temos muitos desejos, como de comprar um tênis novo, uma bolsa, uma roupa de marca ou um celular novo. Mas os sonhos distinguem-se dos desejos, pois os sonhos são fundamentados em coisas concretas, em ideais, os sonhos não se dissipam no calor das dificuldades. Sonhos são combustíveis para a alma, eles nos impulsionam para irmos a lugares nunca antes imaginados, nos fazem dar valor e reconhecer que sempre temos que ter um direção na vida, pois queremos, queremos e queremos resultados mas muitas vezes esquecemos que a felicidade está em cada pequeno passo da jornada para este resultado. É preciso sonhar a cada dia, mesmo sabendo que haverão contínuos tropeços. A vida é assim, e uma vida sem sonhos é como uma manhã sem orvalho, seca e árida.
Em determinados momentos de nossas vidas pegamos alguns atalhos, alguns caminhos errados, que vão apagando a nossa luz, quem vão nos afastando dos nossos sonhos. E de repente nos damos conta que não está valendo a pena estarmos onde nós estamos, vivendo como estamos vivendo e sendo o que somos. Não existe uma insatisfação maior do que sermos o que nós não gostaríamos de ser, quando vemos que estamos deixando de ser aquilo que podíamos.
Não podemos deixar que nossa luz, a luz de nossa vida se apague diante de uma sociedade que vêm adoecendo coletivamente, perdendo sua capacidade de pensar, de expor suas idéias e de amar. Nós podemos errar, mas não nos tornar os nossos erros para assim mantermos acesa a nossa luz que é Deus. Desta forma não seremos meros espectadores da vida, mas sim assumiremos o nosso verdadeiro eu, e seremos protagonistas no maior e mais espetacular palco de todos, o anfiteatro da vida.
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